Profundo espelho que só reflete a mais rude imagem do meu ser.
Profundo é o poço de água turva.
Os olhos marcados pelas noites longas,
A infância semiviva, e já tão distante...
Profundo e de águas lodosas. É o que será de mim?
Se o sol ao menos não maltratasse tanto,
Se as paisagens fossem propícias a virarem uma lembrança suave,
Eu não olharia para o fundo do poço
E tudo se resolveria, provavelmente, com um pensamento leve de amor.
Escrito originalmente em abril de 2000, por Ananda Bering Volpi.
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