30/08/2026

Las 11.

 Pessoas sem endereço físico.

As encontramos.

Cruzamos os caminhos.

Às vezes, o acaso privilegia-me com pessoas raras.

E, de alguma forma, eu sempre sei quando são.

[Ser raro não é óbvio].

Que se manifestam em sua melhor versão mesmo com dois oceanos de diferença.

Cantam para nossa alma.

Nos alegram com uma brincadeira.

Erram a tradução.

Acertam em nosso coração.


Almas irmãs que reconhecemos pelo caminho. Sem pretensão. Sem condição.

Um pretexto ou outro para desfrutar juntos do caminho.

Não são 11 horas agora, mas poderia ser.

10/08/2026

Ridículo.

A gente só é quando se anula.

Se não se anula, não se é.

Não coexistem para existir.


Somos o que somos quando anulamos o que pensamos ser.

E para isto requer disposição.

Não conheço muitos dispostos ao ridículo.

Não se permitem apenas ser.



Não revelam quem são, tampouco sabem quem são.



Polidez.

Admiro os que não sentem o mundo, os que estão imunes às dores do mundo. 

Admiro os destemidos que acordam no automático,  os que não têm tempo para pensar. 

Admiro os que não  aceitam suas almas.

Eles são corajosos.

- Eu sou covarde.

Tenho dormido pouco, comido mal, pensado muito, sentindo em demasia. 

Tenho sofrido amarguras que não foram feitos meus, das amarguras que fabriquei, muitas vieram defeituosas, rotas e pateticamente rígidas.

-Pergunto-me há quantos anos e há quanto tempo. Eu não respondo - eu sou covarde.

Não uso muitas máscaras, pouco poli minha autoimagem. E pessoas no automático, as pessoas corajosas, elas estão bem vestidas, com vestes de primeira mão, um rosto e corpo que não são delas,  não gostam do que é feio, do que não é polido e meticulosamente criado, adaptado, configurado, dissimulado para lhe cair bem aos olhos.

Vivem do que é estético, Ao que preenche os buracos de seus egos.

Falar em cegueira metafórica seria imoral.

 -E eu sou covarde!

Corajosos são os canalhas por vocação, aceitam jogar o jogo, dançar a dança, beber a bebida.

Anestesiam-se com o que lhe oferecem, não resmungam, não são como eu, covarde.


ACHERONTA MOVEBO

Cajas.

Cada vez que hay un cambio, me doy cuenta de cuántas cosas tengo,  así, me doy cuenta de todo lo que llevo dentro de mí. y siempre me he con...